História da Faia Brava

Associação Transumância e Natureza

A ideia da criação da Faia Brava e da ATNatureza, associação que gere a reserva, surge como resposta a uma série de problemáticas que assolavam a região. Nos finais dos anos 90, o vale escarpado do rio Côa era alvo de um conjunto de ameaças sobre a fauna e a flora, devido aos incêndios frequentes, à caça furtiva, aos envenenamentos, à pesca com explosivos, ao corte raso de arvoredo e à instalação desordenada de pedreiras, que estavam a conduzir a um drástico empobrecimento da biodiversidade. 

O projeto da reserva da Faia Brava teve, assim, início no ano de 2000 com a aquisição, por parte de um grupo de biólogos, de um terreno de 30 hectares junto às margens do rio Côa, com o intuito de preservar as aves rupículas da região como a Águia-de-Bonelli e o Britango. Paralelamente, foi fundada a Associação Transumância e Natureza (ATNatureza), com um âmbito de atuação regional na salvaguarda dos valores naturais.

Em 2003, um grave incêndio devastou toda a reserva e a associação adotou uma nova estratégia para a conservação das suas áreas que passava pelo restauro ecológico dos terrenos. Em linha com esta estratégia foram introduzidos e 2014 cavalos garranos e em 2018 vacas maronesas. Estes grandes herbívoros desempenham um importante papel nos ecossistemas como a limpeza dos matos que previne os incêndios florestais mas também o enriquecimento do solo. ectares destinados à conservação da Natureza. A missão da ATNatureza é a criação de Espaços para a Natureza (EPN's) e para além da reserva da Faia Brava a associação detém outros terrenos como a Ribeira do Mosteiro, Arribas da Mata, “Middle Côa”, Arribas de Fornos, entre outros, com a mesma finalidade, a preservação dos valores naturais da região. 

Em 2010 a reserva da Faia Brava foi reconhecida como a primeira área protegida privada do país (APP) e conta hoje com quase 1000 hCom apoios internacionais, a ATNatureza foi adquirindo mais propriedades e deu-lhes uma nova finalidade, a conservação da natureza.