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Reforçada a cooperação nacional para a conservação do abutre-preto


No âmbito do projeto LIFE Aegypius Return, ONGs, a Herdade da Contenda e autoridades competentes voltam a reunir capacidades e esforços para monitorizar a reprodução desta espécie ameaçada.

 

Os últimos dias de fevereiro reuniram na Herdade da Contenda, em Moura, os parceiros do projeto LIFE Aegypius Return, e outras entidades colaboradoras, para uma troca de experiências em torno da monitorização do abutre-preto (Aegypius monachus).


A monitorização desta espécie, apesar do seu grande tamanho e da sua conspicuidade, requer experiência e um conhecimento detalhado na interpretação dos comportamentos observados. Cada colónia reprodutiva demonstra também uma certa “cultura”, no que respeita à seleção dos locais de nidificação por parte das aves, pelo que as entidades que colaboram no LIFE Aegypius Return decidiram repetir, este ano, a boa prática que iniciaram o ano passado, com um encontro similar que decorreu na Serra da Malcata.


Nestes encontros, os participantes têm oportunidades de treinar, em campo, o protocolo de monitorização que foi acordado entre todos, e que permite determinar com bastante precisão o sucesso da reprodução em cada colónia e em cada época de reprodução.


A oportunidade permite ainda discutir procedimentos e ações de minimização das ameaças que afetam a sobrevivência da espécie - como o combate antiveneno, a vigilância e fiscalização da perturbação das colónias e dos ninhos de abutre-preto, particularmente em contexto transfronteiriço - para as quais a atuação das autoridades é crucial.


Todos os participantes foram recebidos pela Herdade da Contenda, Empresa Municipal parceira do projeto que gere a propriedade com 5267 hectares, que no ano passado registou 17 a 18 casais reprodutores. A monitorização desta colónia é feita em colaboração com a Liga para a Protecção da Natureza (LPN), que também esteve presente.


Estiveram ainda presentes as organizações não-governamentais (ONG) Vulture Conservation Foundation (VCF), entidade coordenadora do projeto, Associação Transumância e Natureza (ATNatureza), Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) e Rewilding Portugal, bem como a Guarda Nacional Republicana (GNR) e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). De salientar que a GNR se fez representar com destacamentos territoriais do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) de todas as regiões próximas às colónias de abutre-preto em Portugal – Miranda do Douro, Guarda, Idanha-a-Nova e Moura. Similarmente, do ICNF estiveram técnicos e Vigilantes da Natureza que colaboram na monitorização das colónias da Serra da Malcata e Tejo Internacional (Delegação Regional do Centro) e da Herdade da Contenda (Delegação Regional do Alentejo).




Participantes no encontro técnico organizado na Herdade da Contenda nos dias 28 e 29 de fevereiro de 2024, respetivamente. ©Pedro Rocha- Herdade da Contenda, E.M.; ©VCF


Neste encontro puderam ser visitados 12 ninhos ocupados por casais, tendo-se já observado comportamentos de incubação em seis, o que augura bons resultados para esta época de reprodução.












Esquerda: Monitorização de abutre-preto na Herdade da Contenda. Direita: Ninho ocupado por abutres-pretos, na Herdade da Contenda, fotografado através de telescópio. ©VCF 







Num esforço adicional, alguns dos técnicos das ONG fizeram ainda prospeções na Serra de São Mamede, em habitat de nidificação potencial e/ou localizações com presença regular de abutres-pretos marcados com emissor GPS. Um dos objetivos do projeto LIFE Aegypius Return é o de aumentar o número de colónias reprodutoras das atuais quatro para cinco, em Portugal. A ONG Quercus, que também colabora regularmente no projeto, tem observado movimentos e alguns indícios que apontam para o possível estabelecimento de uma quinta colónia na Serra de São Mamede, mas nesta saída de campo não foi possível confirmar a existência de ninhos.

Durante a época de reprodução, todas as observações de abutres-pretos são efetuadas a grande distância, com a ajuda de binóculos e telescópios, de forma a manter uma distância segura dos ninhos e evitar perturbações.



Prospeção de habitat favorável para o abutre-preto, na Serra de São Mamede ©VCF



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